Gestão

Formação de preços com IBS e CBS: o cálculo por dentro e por fora

Entenda como o IBS e a CBS cobrados por fora mudam custos, créditos e margem, e veja um roteiro prático para refazer a formação de preços.

Publicado em 7 min de leituraConteúdo editorial TaxFly

O fim do cálculo por dentro

ICMS, PIS e Cofins são calculados por dentro: o tributo integra a própria base. IBS e CBS são cobrados por fora, sobre o valor da operação, o que torna a alíquota nominal igual à efetiva.

Isso muda a leitura do preço. Uma alíquota nominal de 26,5% por fora não é comparável a 26,5% por dentro - a segunda equivale a uma carga efetiva bem maior sobre o líquido.

O crédito virou parte do preço

Com não cumulatividade plena, o custo real de uma compra é o valor líquido do crédito. Fornecedor que gera crédito integral pode ser mais barato mesmo cobrando mais caro na nota.

A planilha de preço precisa passar a trabalhar com custo líquido de tributo recuperável, e não com o valor bruto da nota de compra.

Serviços com folha alta

Salários, encargos e pró-labore não geram crédito. Empresas intensivas em mão de obra têm pouca base creditável e sentem mais o aumento da alíquota.

Nesses casos, a redução de 30% prevista para profissões intelectuais regulamentadas é decisiva na simulação - e precisa ser confirmada atividade por atividade.

Roteiro de revisão de preço

O roteiro parte da margem-alvo líquida, não do preço atual. Definida a margem, some custos líquidos de crédito e aplique o IVA por fora para chegar ao preço final.

  • Separar custos que geram crédito dos que não geram
  • Calcular a taxa de creditamento da operação
  • Aplicar IBS e CBS por fora sobre o preço líquido
  • Comparar o preço final com o praticado hoje e planejar o repasse

Fontes

  • LC 214/2025
  • Material sobre formação de preços com IBS e CBS

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