O fim do cálculo por dentro
ICMS, PIS e Cofins são calculados por dentro: o tributo integra a própria base. IBS e CBS são cobrados por fora, sobre o valor da operação, o que torna a alíquota nominal igual à efetiva.
Isso muda a leitura do preço. Uma alíquota nominal de 26,5% por fora não é comparável a 26,5% por dentro - a segunda equivale a uma carga efetiva bem maior sobre o líquido.
O crédito virou parte do preço
Com não cumulatividade plena, o custo real de uma compra é o valor líquido do crédito. Fornecedor que gera crédito integral pode ser mais barato mesmo cobrando mais caro na nota.
A planilha de preço precisa passar a trabalhar com custo líquido de tributo recuperável, e não com o valor bruto da nota de compra.
Serviços com folha alta
Salários, encargos e pró-labore não geram crédito. Empresas intensivas em mão de obra têm pouca base creditável e sentem mais o aumento da alíquota.
Nesses casos, a redução de 30% prevista para profissões intelectuais regulamentadas é decisiva na simulação - e precisa ser confirmada atividade por atividade.
Roteiro de revisão de preço
O roteiro parte da margem-alvo líquida, não do preço atual. Definida a margem, some custos líquidos de crédito e aplique o IVA por fora para chegar ao preço final.
- Separar custos que geram crédito dos que não geram
- Calcular a taxa de creditamento da operação
- Aplicar IBS e CBS por fora sobre o preço líquido
- Comparar o preço final com o praticado hoje e planejar o repasse
