Obrigações acessórias

DeRE: a Declaração de Regimes Específicos e quem precisa entregar

Entenda quem entrega a DeRE, quais operações de IBS e CBS entram na declaração e como organizar cadastro, conciliação e prazos de envio.

Publicado em 5 min de leituraConteúdo editorial TaxFly

O que é a DeRE

A Declaração de Regimes Específicos reúne as informações das operações submetidas a regimes específicos e diferenciados de IBS e CBS - combustíveis, serviços financeiros, planos de saúde, bens imóveis, entre outros.

A lógica é a mesma da apuração assistida: o Fisco já recebe o documento fiscal e usa a declaração para capturar o que o documento não expressa sozinho.

Quem entrega

Só quem opera em regime específico ou diferenciado. Empresas no regime regular, sem operação enquadrada, não têm a obrigação - mas precisam confirmar o enquadramento antes de concluir que estão fora.

A dúvida mais comum aparece em atividades mistas: parte da receita no regime regular e parte em regime específico. Nesse caso, a declaração alcança a parcela enquadrada.

Conteúdo e prazos

A declaração é periódica e acompanha o ciclo de apuração. Os leiautes e prazos vêm dos atos conjuntos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, que seguem sendo atualizados.

Vale acompanhar os atos publicados: a estrutura mudou mais de uma vez desde a primeira versão, e sistema desatualizado gera rejeição no envio.

Como se preparar

A preparação é de dados: identificar as operações em regime específico no cadastro, garantir que o ERP as marque na emissão e conciliar mensalmente com a apuração.

  • Mapear receitas por regime (regular, específico, diferenciado)
  • Marcar as operações enquadradas já na emissão do documento
  • Conciliar declaração e apuração antes do envio

Fontes

  • LC 214/2025
  • Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4/2026
  • Resolução CGIBS nº 14/2026

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