O novo formato
O CNPJ continua com 14 posições, mas as oito primeiras (raiz) e as quatro da ordem passam a aceitar letras e números. Os dois últimos dígitos verificadores continuam numéricos.
Os CNPJs já existentes não mudam. O formato alfanumérico vale para as novas inscrições, e os dois convivem no mesmo cadastro.
O que quebra nos sistemas
Campos numéricos em banco de dados, máscaras de formulário que aceitam só dígitos e rotinas de validação do dígito verificador escritas para números são os três pontos que costumam falhar.
O cálculo do dígito verificador muda: cada caractere entra pelo valor do código ASCII menos 48, e não pelo dígito literal.
Checklist de adequação
A revisão precisa cobrir sistema próprio, integrações com clientes e fornecedores e planilhas de controle — que também costumam converter o CNPJ em número e perder zeros à esquerda.
- Trocar campos numéricos por texto no banco e nas planilhas
- Atualizar máscaras e validações de formulário
- Reescrever a rotina do dígito verificador
- Testar integrações e arquivos de importação e exportação
Prazo
A emissão no novo formato começa a partir de julho de 2026, conforme a Instrução Normativa RFB nº 2.229/2024. Quem deixar a adequação para a véspera corre risco de travar cadastro de cliente novo.
