O que acontece com o saldo
PIS e Cofins são extintos em 1º de janeiro de 2027. O saldo credor acumulado não desaparece automaticamente, mas passa a depender de regra de transição, com condições e prazos para uso.
Saldo sem lastro documental é o maior risco: o que não estiver comprovado na escrituração e nas notas dificilmente sobrevive a uma análise do Fisco.
Créditos extemporâneos
Ainda dá tempo de revisar os últimos cinco anos e recuperar créditos não aproveitados: insumos glosados por interpretação restritiva, frete, embalagens, energia e serviços aplicados à atividade.
A revisão precisa terminar com folga antes da virada, porque retificar escrituração e habilitar crédito leva meses.
Rotas de saída do saldo
As alternativas são compensar com outros tributos federais enquanto as contribuições existem, pedir ressarcimento em dinheiro nas hipóteses cabíveis, e usar a regra de transição para abater CBS.
Créditos de ativo imobilizado ainda em apropriação merecem atenção especial: o cronograma pode ultrapassar a data de extinção.
- Levantar o saldo por período e por origem
- Separar o que é ressarcível do que só serve para compensação
- Antecipar PERDCOMP do que puder ser compensado ainda em 2026
Cronograma sugerido
Um plano realista fecha o diagnóstico ainda em 2026, executa retificações e pedidos no primeiro semestre seguinte e reserva o restante do prazo para exigências e respostas ao Fisco.
