Folha alta e poucos créditos
Agências costumam concentrar custo em salários e prestadores pessoa física, despesas que não geram crédito de IBS e CBS como uma compra empresarial tributada. Isso pode elevar o custo líquido no regime regular.
Software, serviços terceirizados e outras aquisições vinculadas podem gerar crédito, mas precisam estar contratados e documentados em nome da empresa.
Fee, mídia e reembolso não são a mesma receita
Honorários da agência, compra de mídia, produção terceirizada e reembolsos precisam ser separados no contrato e no financeiro. Tratar todo ingresso como fee pode ampliar indevidamente a base; excluir valores sem mandato e prestação de contas também é arriscado.
O fluxo deve demonstrar quem contrata o fornecedor, quem assume a obrigação e qual parcela remunera a agência.
Cliente B2B compara crédito
No regime regular, o tributo destacado pela agência pode gerar crédito para o cliente contribuinte. No Simples, o crédito e a forma de destaque seguem regras próprias.
Por isso, uma alíquota nominal menor pode perder competitividade se entregar pouco crédito. A proposta comercial deve mostrar preço líquido, escopo e tratamento dos repasses.
Revisão de preço e contrato
Simule cada linha de serviço com sua estrutura de custos. Contratos de longo prazo precisam prever mudança tributária, forma de destaque e responsabilidade por mídia e produção.
A agência também deve alinhar NBS, município de destino, documentos dos fornecedores e conciliação do split payment. O ajuste não pode ficar restrito ao emissor de notas.
